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quinta-feira, 5 de maio de 2011

Sala de Recursos

PLANO DE TRABALHO
1. JUSTIFICATIVA
Entende-se que a inclusão, não é sinônimo apenas de integração no ensino regular, mas um processo no qual se criam condições e possibilidades para que as pessoas com necessidades educacionais especiais possam ser incluídas, tendo suas singularidades respeitadas.
Uma escola inclusiva aprende a trabalhar com a diversidade de ritmos, estilos de aprendizagem, interesses, motivações, onde o ensino deve ajustar-se as necessidades de cada pessoa.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional em seu capítulo: V afirma que os sistemas de ensino, proporcionarão aos educandos com necessidades especiais, educação escolar preferencialmente na rede regular de ensino, com currículos, métodos, técnicas e recursos educativos para atender as suas necessidades.
Os alunos com necessidades educacionais especiais, tem assegurado, o direito à escolarização; realizada em classes comuns e ao atendimento educacional especializado, complementar à escolarização, que deve ser realizado preferencialmente em sala de recursos, na escola onde estejam matriculados.
A sala de recursos é um espaço para alunos com necessidades educacionais especiais receberem
atendimento especializado, por meio do desenvolvimento de estratégias de aprendizagem, centradas em um novo fazer pedagógico que: favoreça a construção de conhecimentos pelos alunos, subsidiando-os para que desenvolvam o currículo e participem da vida escolar.
A sala de recursos da Escola Básica Estadual Érico Veríssimo está de acordo com o projeto político pedagógico da escola, que busca: a inclusão e propicia atendimento especializado aos portadores de necessidades educacionais especiais; desenvolvendo projetos visando a qualificação do ensino e ampliação de oportunidades para todos os seus educandos, oriundos em sua maioria, de uma população carente residente em bairros da periferia do Município de Santa Maria.
            Dessa forma, é tarefa da escola oferecer um espaço extra-classe, para que uma oportunidade mais completa de desenvolvimento possa ser oferecida a esses alunos com necessidades educacionais especiais, respeitando as suas características e limitações e assegurando o direito de inclusão social. . OBJETIVOS

2.GERAIS E ESPECÍFICOS

OBJETIVO GERAL

            Realizar a identificação e o atendimento dos alunos com necessidades educacionais especiais temporárias ou permanentes relacionadas a limitações no processo de aprendizagem devido à: condições, distúrbios, disfunções ou deficiências, tais como, autismo, hiperatividade, déficit de atenção, paralisia cerebral e outro, da Escola Básica Estadual Érico Veríssimo.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Identificar os alunos portadores de dificuldades de aprendizagem relacionadas a síndromes, disfunções, limitações e deficiências mentais; como também dificuldades não vinculadas a uma causa orgânica específica, que apresentem déficit cognitivo, psicomotor ou emocional.
            Prestar atendimento aos alunos com necessidades educacionais especiais realizando os encaminhamentos para avaliação e acompanhamento de equipe multidisciplinar, (médico, psicólogo, fonoaudiólogo, fisioterapeuta) que se fizerem necessários.
           Oferecer na sala de recursos um serviço de natureza pedagógica especializada que possibilite, o desenvolvimento dos processos cognitivos oportunizando a produção do conhecimento, através de um espaço dotado de equipamentos e de recursos pedagógicos adequados às necessidades educacionais especiais destes alunos.
             Atuar de forma colaborativa com o professor da classe comum para a definição de estratégias pedagógicas que favoreçam o acesso do aluno com necessidades educacionais especiais ao currículo e a sua interação no grupo.
            Conscientizar a comunidade escolar incluindo professores, funcionários e familiares acerca da legislação e normas educacionais vigentes que asseguram a inclusão educacional destes alunos, orientando para o seu envolvimento e participação.
           Promover as condições para a inclusão dos alunos com necessidades educacionais especiais em todas as atividades da escola.
           Participar: das reuniões pedagógicas, de planejamento, dos conselhos de classe, desenvolvendo ação conjunta com os professores das classes comuns e demais profissionais da escola, para a promoção da inclusão escolar como consta no projeto político pedagógico.

3. DESENVOLVIMENTO DAS AÇÕES

As atividades  realizadas na sala de recursos incluem as seguintes áreas do desenvolvimento:
Área Perceptiva: percepção visual, auditiva, tátil, espacial geral, espacial gráfica e temporal.
Área Motora: movimentos e coordenações gerais, esquema corporal, coordenação grafo-manual.
Área Verbal: expressão e compreensão verbal, raciocínio verbal, leitura e escrita.
Área cognitiva: memória visual, memória verbal e numérica, cálculo, raciocínio abstrato.
Área Afetiva: emocional-afetiva e social.
            A sala de recursos constitui-se num espaço organizado com tecnologia assistiva de materiais didáticos-pedagógicos, jogos e equipamentos que serão utilizados de acordo com o estágio de desenvolvimento cognitivo de cada aluno.

3.1 PROCESSO DE IDENTIFICAÇÃO E PROCEDIMENTOS UTILIZADOS

           O processo de identificação ocorre através de avaliação por equipe multidisciplinar incluindo coordenação pedagógica, professor regente da sala comum, professor especializado da sala de recursos e avaliação: médica, psicológica ou fonoaudiológica quando necessário.
           Foram encaminhados vinte e um alunos que necessitam de acompanhamento na sala de recursos, sendo avaliados até o presente momento, dezenove alunos portadores de necessidades educacionais especiais.
3.2. ATENDIMENTO AOS ALUNOS
        
            Os alunos com necessidades educacionais especiais serão atendidos na sala de recursos individualmente ou em pequenos grupos em horário diferente daquele em que freqüentam a classe comum.

            Os atendimentos ocorrerão duas vezes por semana com duração de uma hora e 30 minutos para cada grupo de alunos.

3.3. APOIO E INTERLOCUÇÃO COM A COMUNIDADE ESCOLAR

Realização de palestras para a comunidade escolar visando à conscientização da importância de identificar e promover o atendimento adequado aos alunos com necessidades educacionais especiais para a construção de uma escola inclusiva.

Contato permanente com as famílias para orientação e incentivo a colaboração e participação no processo educacional de seus filhos que apresentem necessidades educacionais especiais.

Parceria para encaminhamento aos atendimentos de saúde que se fizerem necessários.

Organização de encontros periódicos com as redes de apoio e representantes da comunidade escolar para elaboração de projetos que estejam de acordo com as necessidades sociais da comunidade e possam envolver os alunos com necessidades educacionais especiais.

Parcerias com Instituições de Ensino Superior buscando monitores voluntários para assessorar os alunos com necessidades educacionais especiais  em atividades específicas como: eqüoterapia, terapia ocupacional, oficinas profissionalizantes.
4. RECURSOS NECESSÁRIOS

Para o desenvolvimento deste plano de trabalho com os alunos com necessidades educacionais especiais a sala de recursos está equipada com:
- móveis adequados (mesas,cadeiras, armários, murais)
- pré-computer júnior , pense bem, mini bit
- softwares educativos
- Vídeos educativos
-família terapêutica
- jogos pedagógicos incluindo encaixes, formas, quebra-cabeças, dominós, jogos de estratégia e raciocínio lógico, memória,etc..
- materiais de psicomotricidade
- fantoches
- revistas e livros didáticos
- materiais de uso diário e contínuo: folhas, lápis, canetas hidrocores, tesouras, cartolinas, tintas, pincéis, réguas, cadernos de desenho e caligrafia.

5. CRONOGRAMA

A contar de 29 de novembro de 2006 assumi a sala de recursos da Escola Básica Estadual Érico Veríssimo, realizando:
- anamnese com as famílias dos alunos indicados com necessidades educacionais especiais,
- avaliação psicopedagógica dos alunos,
- elaboração e apresentação do parecer aos professores regentes das turmas regulares destes alunos,
- reunião com equipe de coordenação pedagógica e conselhos de classe,
-organização dos atendimentos em sala de recursos,
- listagem de novos alunos indicados para avaliação e atendimento a partir de março de 2007.

6. AVALIAÇÃO

                A avaliação deste Plano de Trabalho será realizada de forma contínua e participativa, em conjunto com a equipe de coordenação pedagógica e com os professores regentes da classe regular dos alunos com necessidades educacionais especiais.

                É também um lugar onde essas diferenças aparecem na forma de aprendizagem, ritmos e gostos variados. Sendo um lugar que abarca tão distintas pessoas, deveria ser o lugar onde se aprende de modo diferenciado, de acordo com a maneira que se vêem as coisas e o mundo, o ritmo, e porque não, os interesses e talentos diversos.

                A operacionalização das políticas educacionais voltadas ao estabelecimento de uma escola inclusiva é o maior desafio que enfrentamos nos dias de hoje.

                Falar de inclusão, é falar de diversidade, é falar de uma escola que não somente esteja preparada para aceitar as diferenças, mas também seja capaz de se transformar numa escola de todos e para todos.

                Porém, se refletirmos e encararmos, os processos de inclusão que vigora atualmente no Brasil, constataremos que na sua grande maioria as Leis garantem o direito a educação, mas carecem de uma estrutura que retire-as do papel e as coloquem em prática.

                É no transcurso da elaboração do Projeto Pedagógico que se confirma ou se nega a possibilidade do caráter inclusivo da escola, na medida em que as considerações a respeito da superação de estereótipos e preconceitos, desempenham um papel capaz de fazer diferença nos rumos planejados e nas decisões tomadas.  Dessa forma “não é o aluno que tem que se adaptar à escola, mas é ela que, consciente da sua função, coloca-se à disposição do aluno.

                 Essa concepção coloca em destaque a adequação curricular como um elemento dinâmico da educação para todos e a sua viabilização para os alunos com necessidades educacionais especiais: não se fixar no que de especial possa ter a educação dos alunos, mas flexibilizar, a prática educacional para atender a todos e propiciar seu progresso em função de suas possibilidades e diferenças individuais.

               Desse modo, a Educação Especial deve ser pautada em princípios éticos, políticos e estéticos relacionados à:

I – a dignidade humana e a observância do direito de cada aluno de realizar seus projetos de    estudo, de trabalho e de inserção na vida social;

II – a busca da identidade própria de cada educando, o reconhecimento e a valorização das suas diferenças e potencialidades, bem como de suas necessidades educacionais especiais no processo de ensino e aprendizagem, como base para a constituição e ampliação de valores, conhecimentos, habilidades e competências;

III – o desenvolvimento para o exercício da cidadania, da capacidade de participação social, política e econômica e sua ampliação, mediante o cumprimento de seus deveres e o usufruto de seus direitos.

Sala de recursos é o ambiente que conta com serviços de natureza pedagógica, conduzida por professor especializado e que suplementa (na superdotação) e complementa (no caso dos demais alunos com necessidades especiais) o atendimento comum realizado em classes regulares. Esse atendimento pode ser individual, em grupos, por escola. Conseqüentemente, a educação inclusiva significa assegurar à todos, sem exceção, a igualdade de oportunidades educativas; uma escola de cada um de acordo com suas possibilidades, e para cada um, de acordo com suas necessidades. Uma Pedagogia da Diversidade deve ser o marco de um trabalho educativo de qualidade, pois “é a partir do reconhecimento da diversidade que se devem traçar as estratégias pedagógicas, a determinação dos métodos, as vias, os procedimentos, que não podem ser rígidos, porque existem tantos caminhos pedagógicos como problemas específicos que somos capazes de reconhecer”. (ómez, 1998).

-As próprias pessoas constroem o saber. A nova abordagem é a da cooperação e colaboração, que promovem a ajuda mútua, o respeito mútuo, á aceitação das limitações e das capacidades de cada pessoa, construindo assim cidadãos tolerantes e não preconceituosos, abertos, acolhedores.

-A escola deve servir para que todos os alunos aprendam. “Trata-se, pois, de passar de uma modalidade presa ao ensino e a objetivos pré-estabelecidos a uma outra caracterizada pela aprendizagem, pela participação e pela construção do conhecimento”(Gutierrez, 1991). O saber carece de sentido para estar integrado ao educativo. Não são os simples conhecimentos que dão sentido à vida, mas sua integração em processos de aprendizagem e realizações humanas.

- A estrutura da escola deve assim se articular em uma nova concepção do tempo de educação. Não devem ser os conteúdos o eixo do trabalho escolar, da organização dos graus, séries, avaliações, aprovações ou reprovações. O educando é que deve se constituir no centro do trabalho educativo.

-Por isso, torna-se necessário abrir espaços para que a cooperação, o diálogo, a solidariedade, a criatividade, o espírito crítico, sejam exercitados nas escolas por todos incluindo alunos, professores, funcionários, equipe diretiva; como habilidades mínimas para o exercício da verdadeira cidadania.

-Ao educador não cabe o papel de mero executor de currículos e programas predeterminados, mas sim de alguém que tem condições de escolher atividades, conteúdos ou experiências que sejam mais adequadas para o desenvolvimento das capacidades fundamentais do grupo de alunos, tendo em conta seu nível e suas necessidades.

-Ao professor da sala de aula comum é imprescindível, além da capacitação e de apoio, que ele esteja preparado para receber o “novo aluno”, para que a inclusão não seja somente física, mas que haja uma aprendizagem significativa para todos os alunos. Para que se dê essa significativa aprendizagem é necessário saber o que o professor pensa, suas expectativas, suas ansiedades em relação ao diferente. É preciso saber, também, o que esse professor necessita e o que ele almeja.

-Nessa perspectiva de transformação e atualização, não basta só o professor buscar alterar suas práticas, mas a escola, o contexto onde este professor esta inserido deve sofrer alterações. Os professores não podem mudar sem uma transformação nas instituições em que trabalham, nem as escolas podem fazer mudanças sem o empenho, especial, dos professores. Deve haver uma articulação entre a escola, seus projetos e seus professores, pois um depende do outro. O investimento que a escola faz em seu professor, converte-se para o futuro da própria instituição.

-Em meu entender, a escola não dará uma resposta adequada a essa diversidade sem levar em consideração a necessidade de um currículo flexível, da estruturação de recursos contínuos, da busca de equipes multidisciplinares de apoio, e principalmente de uma revolução das práticas pedagógicas do seu dia a dia.

-A eficiência de nossa escola e nosso sistema educacional serão julgados, em parte, pela dimensão com que será capaz de preparar seus estudantes para contribuírem com a comunidade em que vivem e pela competência e confiança que esses estudantes terão ao defrontar-se com obstáculos.

.-Elaborar um currículo escolar que reflita o meio social e cultural da escola, ou seja, que respeite a realidade do aluno e que integre as áreas do conhecimento, fazendo com que as disciplinas acadêmicas sejam meios e não fins em si mesmas, no processo de construção do saber.

-Estimular o trabalho coletivo e diversificado nas turmas e na escola como um todo, dividindo as responsabilidades, repartindo as tarefas, desenvolvendo a cooperação nas salas de aula.

-Ampliar a formação permanente dos professores, no sentido de que possam se atualizar, compartilhando experiências, discutindo o processo de aprendizagem de seus alunos, experimentando novas alternativas de trabalho pedagógico, teorizando suas próprias experiências práticas e acima de tudo, não individualizando o ensino, mas ministrando de forma aberta e acolhedora para, de fato incluir.

- Estabelecer parcerias entre turmas, escolas, redes e com Universidades, para que os projetos escolares se ampliem e constituam redes de pesquisa. Conforme Mantoan (2004)

O sucesso da aprendizagem tem muito a ver com a exploração dos talentos de cada um e que a aprendizagem centrada nas possibilidades e não nas dificuldades dos alunos é uma abordagem efetiva. Em outras palavras, a proposta de se ensinar a turma toda, independentemente das diferenças de cada um dos alunos, implica a passagem de um ensino transmissivo para uma pedagogia ativa, dialógica, interativa, conexional, que se contrapõe a toda e qualquer visão unidirecional, de transferência unitária, individualizada e hierárquica do saber.

ROSIMERI ROSA FRAZZON – EDUCADORA ESPECIAL

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Escola Érico Veríssimo / Santa Maria/RS